quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A noite dos malassombros

Enquanto o mundo celebra o halloween nós celebramos "A Noite dos Malassombros" e pra combinar com o clima até o governo colaborou promovendo mais apagão no inicio da noite desse dia 31, sendo o segundo apagão em menos de uma semana...







xx






terça-feira, 30 de outubro de 2012

'A história oculta do sionismo': Um livro confirmado pela história

Livro indicado:
Fábio Bosco, de São Paulo (SP)


A História Oculta do Sionismo. A verdadeira história da formação do Estado de Israel
Ralph Schoenman
2008 - Editora Sundermann
14 cm x 21cm 



Certamente não são muitos os livros que podemos resumir em uma única frase: as teses fundamentais defendidas pelo autor foram confirmadas pelos acontecimentos. Agregue-se a isso o fato de que o trabalho de Ralph Schoenman aborda um dos temas mais polêmicos da história contemporânea, a formação do Estado de Israel, e ter-se-á uma dimensão de quão excepcional é a obra que a Editora Sundermann oferece ao leitor.

Conhecedor profundo do tema ou apenas iniciante, o leitor não passará incólume pelas páginas de A história oculta do Sionismo. O rigor da análise e um árduo trabalho de pesquisa resultaram em uma obra que nos oferece algumas chaves fundamentais para compreender a essência dos conflitos no Oriente Médio e a chamada “questão palestina”.

Ao explicar os interesses mais profundos envolvidos na formação do Estado de Israel, Schoenman demonstra que o problema da guerra e da paz no Oriente Médio vai mais além das explicações superficiais. Não se trata de uma “guerra entre religiões” ou de um “conflito de civilizações”, como afirmam os governos e a imprensa imperialista. Para Schoenman, a relação entre guerra e paz no Oriente Médio está diretamente ligada à natureza do Estado de Israel.

Para nos introduzir nesse tema, o autor retira o manto que encobre os quatro mitos que moldaram a consciência do mundo ocidental sobre o sionismo e a fundação de Israel: “a Palestina era uma terra sem povo, para um povo sem terra”; o caráter da democracia israelense; a necessidade da segurança como o motor da política exterior de Israel; e o quarto mito, talvez o mais influente, e que falsamente reivindica o sionismo como o herdeiro moral das vítimas do Holocausto. Schoenman demonstra como os sionistas se opuseram e minaram a resistência à barbárie nazista.

Assim, os que desejam compreender os reais interesses envolvidos na criação de Israel e como a ideologia sionista se encontrou com os interesses das grandes potências, e em particular dos Estados Unidos após a II Guerra Mundial, encontrarão na História oculta do sionismo uma fonte valiosa de informações. E não seria exagero afirmar que o trabalho de Schoenman constitui uma das obras de referência sobre o tema.

Única saída possível 
Talvez a parte mais polêmica desse trabalho esteja na fundamentação da única possibilidade da conquista da paz: a defesa de um único Estado, de uma Palestina laica e democrática, onde os direitos civis se estabeleçam em base à igualdade entre todos e não pela identidade étnica ou religiosa.

Ao defender uma Palestina laica e democrática, o autor tão somente reafirma o princípio fundamental que esteve na base fundacional das organizações que lutavam contra a ocupação de Israel. O não reconhecimento do Estado de Israel foi um ponto de princípio para a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) — uma frente de organizações cujo integrante mais importante era o Fatah —, que virou a grande referência da causa palestina e elevou a ícone da resistência seu líder, Yasser Arafat, até sua morte em novembro de 2004.

No entanto, em novembro de 1988, o Conselho Nacional Palestino, principal instância da OLP, reunido na Argélia, tomou uma decisão inédita: reconheceu o Estado de Israel, proclamou um Estado palestino nos territórios ocupados (Cisjordânia e Gaza) e, ademais, renunciou à luta armada para fazer frente à ocupação dos territórios palestinos, tanto no território histórico quanto nos conquistados pela política expansionista de Israel.

Em setembro de 1993, a OLP assinou os Acordos de Oslo, em cuja declaração de princípios a OLP reconhece o Estado de Israel em troca da retirada imediata das tropas israelenses de Gaza e Jericó e do estabelecimento de uma Autoridade Nacional Palestina (ANP), rumo à criação de um Estado palestino.

Ralph Schoenman terminou de escrever "A história oculta do sionismo" em abril de 1988, já durante a Intifada, que expôs ao mundo o massacre cotidiano de Israel contra a população palestina. Os acontecimentos posteriores a 1988, portanto, não são abordados nessa obra.

Acordos de “paz”
Celebrados os Acordos de Oslo, a diplomacia norte-americana passou a divulgar que a chamada “questão palestina” marchava rumo à sua solução. Transcorridos dezesseis anos da assinatura do acordo, em que medida a solução diplomática de dois Estados se impôs, negando a tese fundamental desenvolvida por Schoenman?

Em janeiro de 2006, ocorreu um fato inusitado e inesperado para a maioria dos analistas: o Fatah perdeu a maioria no parlamento da ANP para um partido de caráter religioso, o Hamas, que se recusa a reconhecer o Estado sionista mas, em contrapartida, comete o equívoco de defender um Estado islâmico para a região.
O descrédito das lideranças árabes tradicionais é um fato indiscutível. E não há como compreendê-lo sem analisar as conseqüências dos Acordos de Oslo para a maioria da população palestina.

Após a assinatura dos “acordos de paz”, Israel acelerou a colonização da Cisjordânia, impedindo a livre movimentação da população palestina. Aprofundou a dependência econômica, energética e de água dos palestinos em relação ao Estado sionista.

Os relatos de tortura, prisão indiscriminada, destruição de moradias, isolamento de comunidades, cortes de energia, água, alimentos e mesmo assassinatos coletivos como os do campo de refugiados de Jenin em 2002, similar ao realizado em Sabra e Chatila em 1982, que o autor vivenciou in loco, demonstram que a política israelense não sofreu nenhuma modificação.

E a chave para compreender o fracasso dos Acordos de Oslo e a crise atual pode ser identificada no diagnóstico de Schoenman: “Em Israel, da mesma forma que na África do Sul, a mínima justiça requer o desmantelamento do Estado de apartheid e sua substituição por uma Palestina laica e democrática”.

O reconhecimento do Estado de Israel só legitimaria a conquista sangrenta da Palestina e seria um obstáculo para uma paz verdadeira e justa na região. Os fatos deram razão a Schoenman.

Não é somente a conjuntura vivida no Oriente Médio que torna a obra de Schoenman importante. A publicação de A história oculta do sionismo vem preencher um importante vazio historiográfico sobre a fundação do Estado de Israel em língua portuguesa, num movimento que, esperamos, seja apenas o primeiro passo na direção de outras publicações que possam se contrapor às visões dos telejornais e da grande imprensa sobre o conflito palestino.



Texto extraído de:
http://www.pstu.org.br/

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Sertão ao Deus dará

O nosso sertão esquecido pelos governantes está ao Deus dará... o gado morrendo de fome porque a colchonilha acabou com a palma (e até agora nada se resolveu)... as pessoas na cidade recebem o bolsa família, essa esmola institucionalizada e nada resolve... como sempre estamos chegando no período quando vão aparecer na tv gente passando fome e os nordestinos sendo chamados de flagelados porque os nossos políticos nunca quiseram fazer o dever de casa e buscar soluções para a seca cíclica que como um bumerangue sempre volta a nos assustar... o bicho papão está saindo de debaixo da cama... as garras da seca estão sendo afiadas e a situação está a se complicar porque em muitos lugares nem há água grossa para os poucos animais que restaram... dói ver alguém vender uma vaca de bezerro por míseros trezentos reais porque se deixar no curral morre de fome... quem lutou pra ter uma vaquinha de leite hoje olha e ver o curral vazio e no terreiro só a poeira a ronda a casa com um vento assobiando ao redor como quem trás um recado de que o verão ainda vai se prolongar... quero acreditar (como todo bom nordestino) que o inverno está próximo... mas a estrada parece ainda ser longa e já não há muita força nesses passos... dizem que ano de três é fatidicamente seco... assim teria sido 1983, 1993, 2003 e ano que vem é 2013, será??

 A esmola institucionalizada funciona a medida que quem a ganha sobrevive e se mantem por aqui sem ter que por terras distantes vagar... como um inseto que sai da sombra de sua pedra e busca lugar pra repousar... a cidade grande há décadas expulsa quem foi lá buscar um destino mais fortuito e qual será o nosso destino?? A transposição caminha a passos lentos e será que ela resolverá o problema da seca ou será também apenas mais um paliativo?? E a que preço será essa tranposição?

 A nossa agricultura familiar e formas de cultivo mais conscientes onde a água é economizada têm dado bons resultados, mas, mesmo assim o governo parece virar as costas a isso... e porque iriam ensinar o povo a ser auto suficiente?? Isso nunca foi bom para os políticos... cada vez mais o povo tem consciência de sua força quando se une pra enfrentar e suplantar dificuldades... só que povo é como gado sendo levado ao abatedor se não tiver quem os saiba guiar... você por acaso ver o povo se mobilizar e cobrar medidas do governo federal, você já viu alguma vez o povo aqui sair as ruas pra lutar por uma universidade, por um posto de saúde, ou por qualquer benefício que possa lhe ser útil???

 Hoje vemos tantos jovens formando-se na universidade mas será que esse futuro será mais promissor só por esse detalhe??? Será que daqui a vinte anos vamos ver jovens saindo as ruas pra cobrar projetos que já deviam ser implantados hoje??
 Será que daqui a vinte anos com a perspectiva de haver cada vez menos água serão os mesmos problemas com proporções ainda maiores e irreversíveis???

 Asley Ravel




domingo, 28 de outubro de 2012

O sucesso da irmã Zuleide e a “caricatura evangélica”



E ia postar algo sobre a irmã Zuleide e achei esse texto em um site evangélico que achei bastante coerente:

O sucesso da irmã Zuleide e a “caricatura evangélica”

 A famosa "Irmã Zuleide"
Alguém muito criativo criou uma personagem que faz sucesso na Internet. É a “Irmã Zuleide”. No Facebook mais de 445 mil (atualmente a página tem mais de 1.750,000) pessoas curtem a página e no Twitter a “irmã” é seguida por mais de 222 mil twitteiros. A “Irmã Zuleide” é uma sátira dos evangélicos brasileiros. Ela é legalista, viciada em temas de sexualidade, vingativa, moralista e gosta de expressar sua espiritualidade com a expressão “tô orando por você…”. Além disso ela é a própria encarnação do “evangeliquês”.

Por que tanto sucesso na Internet? É simples. A caricatura funciona porque muitos evangélicos são a própria caricatura em carne e osso. Quando leio as frases da “Irmã Zuleide” não é difícil lembrar de muitos evangélicos que eu conheço. O sucesso advém do fato que o criador da personagem consegue sintetizar ironicamente a identidade do “evangélico médio”.

Eu não lamento a sátira em si. Aliás, o humor nunca foi reverente e nem espero isso dos humoristas. Combater o humor não é a minha praia. Deixo essas manias autoritárias para outros… Chesterton dizia que não queria fazer parte de uma religião incapaz de rir de si mesma. Eu também não!

O que lamento são as sátiras vivas que pregam e cantam todos os domingos nos nossos cultos. Lamento a quantidade de “Irmãs Zuleides” que estão presas em clichês e não sabem o ABC do Evangelho. Lamento os inúmeros pastores que desprezam a principal missão pastoral: o ensino da Palavra! Ora, são pastores que preferem fazer do púlpito um verdadeiro circo com gritarias e manias teatrais.

Oh, como lamento que a sátira de um humorista faça todo sentido, logo porque muitos evangélicos nada sabem da Cruz, mas encarnam os mesmos valores da “Irmã Zuleide”. Quantos no nosso meio são moralistas vazios, vingativos, sexualmente doentes e gostam de um evangeliquês recheado com uma espiritualidade água com açúcar?

É rir para não chorar!

http://www.teologiapentecostal.com

sábado, 27 de outubro de 2012

Genocídio contra os Guarani Kaiowás: Uma vergonha brasileira









"A concepção de poder público foi privatizada pelos interesses econômicos. E nesse sentido, não há espaço para a cultura, principalmente para cultura indígena", afirmou Marcelo Freixo em defesa dos Guarani-Kaiowá (MS) e do Museu do Índio (RJ), no plenário da Alerj, em 24/10/12.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Centenas de Índios Estão Cometendo Suicídio (fingimos não saber disso)

Nas últimas semanas, além do futebol de sempre, dois assuntos ocuparam as manchetes: o julgamento do chamado "mensalão" e, em São Paulo, o programa de combate a homofobia, grotescamente apelidado de "Kit Gay". Quase nenhuma importância se deu a uma espécie de testamento de uma tribo indígena. Tribo com 43 mil sobreviventes.

A justiça federal decretou a expulsão de 170 índios na terra em que vivem atualmente. Isso no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, à margem do Rio Hovy. Isso diante de silêncio quase absoluto da chamada Grande Mídia. (Eliane Brum trata do assunto no site da revista Época). Há duas semanas, numa dramática carta-testamento, os Kaiowá-Guarani informaram:
-Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui, na margem do rio, quanto longe daqui. Concluímos que vamos morrer todos. Estamos sem assistência, isolados, cercados de pistoleiros, e resistimos até hoje. Comemos uma vez por dia.

Em sua carta-testamento os Kaiowá/Guarani rogam:
- Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais.

Diante dessa história dantesca, a vice-procuradora Geral da República, Déborah Duprat, disse: "A reserva de Dourados é talvez a maior tragédia conhecida da questão indígena em todo o mundo".

Em setembro de 1999 estive por uma semana na reserva Kaiowá/Guarani, em Dourados. Estive porque ali já acontecia a tragédia. Tragédia diante do silêncio quase absoluto. Tragédia que se ampliou, assim como o silêncio. Entre 1986 e setembro de 1999, 308 índios haviam se suicidado. Índios com idade variando dos 12 aos 24 anos.

Suicídios quase sempre por enforcamento, ou veneno. Suicídios por viverem confinados em reservas cada vez menores, cercados por pistoleiros ou fazendeiros que agiam, e agem, como se pistoleiros fossem. Suicídio porque viver como mendigo ou prostituta é quase o caminho único para quem deixa as reservas.

Italianos e um brasileiro fizeram um filme-denúncia sobre a tragédia. No Brasil, silêncio quase absoluto: Porque Dourados, Mato Grosso, índios... isso está muito longe. Isso não dá Ibope, não dá manchete. Segundo o Conselho Indigenista Missionário, o índice de assassinatos na Reserva de Dourados é de 145 habitantes para cada 100 mil. No Iraque, esse índice é de 93 pessoas em cada 100 mil.

Desde 1999, quando estive em Dourados com o fotógrafo Luciano Andrade, outros 555 jovens Kaiowá/Guarani se suicidaram no Mato Grosso do Sul. Sob aterrador e quase absoluto silêncio. Silêncio dos governos e da Mídia. Um silêncio cúmplice dessa tragédia.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Genocídio na Palestina



Crianças palestinas, assassinadas pelos ataques terroristas de Israel contra o povo desarmado de GAZA. Se fossem crianças de qualquer outro país do mundo, onde os EUA e União Européia tivessem interesse no saque de suas riquezas naturais, certamente seriam estampadas nas capas dor jornalões globais e o Nobel Tabajara da Paz, Barack Obama, encontraria um pretexto para enviar seus esquadrões terroristas, contrataria mercenários e iniciaria uma "ação humanitária".

Mas como se trata de palestinos, um povo milenar que está sendo vítima do maior genocídio da história da humanidade pelos sionistas de Israel, ficará por isso mesmo. Os sionistas assassinos e suas corporações e lobbyes são quem mandam na Casa Branca, no Pentágono e no Congresso dos EUA.

Marcos Tenório

Festa da vitória de Edna

Niedson Nill, Genildo e Ginaldo e Arreio de Ouro lotam a praça Nilo Feitosa na comemoração da vitória de Edna Henrique
Mais fotos no www.facebook.com/campanha.edna




sábado, 20 de outubro de 2012

Os Caçadores de Botija II

Hoje a movimentação do Mercado Público de Monteiro virou cenário do novo filme dos Caçadores de Botija e o genial Poquito arrancou risos de muita gente ao ser perseguido pelos vigilantes do mercado. Começamos hoje as gravações do segundo filme dos "Caçadores de Botija" que promete repetir o sucesso anterior...
Poquito
João Pedro, Carlinhos, Gilvan, Poquito, Allisson e Falcão
João Pedro, o Beato Vicente, Seu Chiquinho, Poquito e Eu

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Novo Vídeo da Karabina


Novo vídeo da Karabina

Esse é apenas um trecho com a trilha sonora que não é a oficial, pois o tema será produzido e gravado no AudioBrasil Estúdio pelos meus amigos Claudinho e Deir...mas, como eu estava ansioso pra mostrar algumas imagens aí vai um trechinho do que será essa nova produção da Karabina.



Novo vídeo da Karabina por karabina no Videolog.tv.

Making Of Karabina

Gravando material pra um futuro doc sobre a seca e as suas consequências na região do cariri. Além de carregar uma mochila com duas câmeras, um tripé e trilho ainda tenho que fazer meu próprio making of...rs acha que é moleza?


 Virando as noites no sítio

  Visitando o cruzeiro de Nossa Senhora Aparecida na serra dos Belos em Pitombeira com dona Maria de Espedito que teve a boa vontade de ir comigo subir a serra em todo pique enquanto eu ia já morrendo...rsrs
A seca afeta tudo, mas, ainda mantém viva a fé e esperança desse nosso povo forte

O mundo tá muito complicado












 Como Israel tem tratado os Palestinos



 Jimi Hendrix dando um trato no cabelo